África do Sul: mobilização estudantil em defesa da gratuidade do ensino
- 10 de nov. de 2016
- 3 min de leitura

Carta de Preparação da Conferência de Mumbai (Índia) Contra a Guerra, a Exploração e o Trabalho Precário 18, 19 e 20 de novembro Correspondência:owcmumbai2016@gmail.com Nº 13 14 de outubro 2016
ÁFRICA DO SUL À todos que defendem os direitos operários e as liberdades civis no mundo À todos que apoiam a Conferência Mundial contra a Guerra, a Exploração e o Trabalho Precário (Mumbai: 18 a 20 de novembro de 2016)
Caros amigos, caros companheiros, Temos sido informados por militantes da África do Sul – que participarão da Conferência Mundial Contra a Guerra, a Exploração e o Trabalho Precário – que os estudantes da África do Sul têm se lançado à um vasto movimento de mobilização contra a decisão do governo de aumentar os valores pagos pelos estudantes nas universidades sul-africanas. O ministro da Educação Superior deu o seu aval para aumentar a taxa de matrícula em 8% no próximo ano.
Dezenas de milhares de estudantes têm entrado em greve e saído às ruas para dizer “Tem que acabar com a cobrança pela escolaridade”. Eles exigem a gratuidade no Ensino Superior para todos os estudantes, conforme promessa feita há 22 anos pelo novo governo da África do Sul depois da queda do regime do Apartheid.
Os estudantes sul-africanos têm recebido o apoio ativo do principal sindicato do país, o NUMSA (Sindicato dos Metalúrgicos), cujo secretário geral Irvin Jim, declarou: “Confirmamos nosso pleno e total apoio aos estudantes, nós lhes pedimos firmemente que fortaleçam seu combate pela gratuidade dos estudos e também lhes pedimos que realizem a unidade com os estudantes das escolas secundárias e preparatórias (ensino médio) e com os jovens trabalhadores empregados ou desempregados…
Reiteramos nossa reivindicação ao governo da ANC (Congresso Nacional Africano – histórico partido de defesa dos direitos do povo negro e do qual faz parte o atual presidente, Jacob Zuma – parênteses nossos). Cumpra com a reivindicação pela gratuidade do Ensino Superior. Vocês devem acabar com a mercantilização da Educação e devem permitir o acesso gratuito à Escola Pública, à pré-escola, ao ensino básico, secundário e superior para todos! Atenda a reivindicação dos estudantes através de uma moratória sobre o aumento das cobranças pela escolaridade e para que estas sejam abolidas”.
No entanto, a única resposta do governo tem sido a repressão brutal. Em 28 de setembro de 2016, a polícia disparou balas de borracha sobre os estudantes, nos campi da Cidade do Cabo, de Joanesburgo, assim como em 4 de outubro no campus de Wits (Joanesburgo). Neste mesmo 4 de outubro, 17 estudantes foram detidos. Atualmente apenas um deles foi libertado.
Em nome do Comitê de Organização da Conferência Mundial Contra a Guerra, a Exploração e o Trabalho Precário queremos expressar nosso pleno e total apoio aos estudantes sul-africanos.
Nos dirigimos ao governo da África do Sul para que cesse toda forma de repressão contra estudantes.
Firmemente pedimos às autoridades sul-africanas para que não permaneçam surdos ante as legítimas reivindicações dos estudantes que exigem a gratuidade do Ensino Superior Público.
Todo militante, todo estudante, toda organização operária que queira expressar sua solidariedade com os estudantes pode enviar resoluções e declarações ao seguinte endereço: owcmumbai2016@gmail.com
E enviaremos aos nossos amigos na África do Sul,
Saudações solidárias, Nambiath VASUDEVAN Coorganizador, Comitê de Solidaridade Sindical e Comitê de Organização da Conferência Mundial Contra a Guerra, a Exploração e o Trabalho Precário O Comitê de Organização da Conferência de Mumbai: AFEGANISTÃO: Nasir Loyand, Esquerda Radical do Afeganistão (Left Radical of Afghanistan, LRA). BRASIL: Claúdio Ribeiro, advogado trabalhista, antigo sindicalista do setor bancário e membro fundador do Partido dos Trabalhadores (PT). BURUNDI: Paul Nkunzimana, Partido dos Trabalhadores e da Democracia (PTD). ESTADOS-UNIDOS: Alan Benjamin, membro da Comissão Executiva do Labor Council (AFL-CIO) de São Francisco (à título pessoal); Baldemar Velasquez, Presidente do Comitê de Organização dos Trabalhadores Agrícolas FLOC (AFL-CIO); Nancy Wohlforth, Tesoureira Honorária da OPEIU. FRANÇA: Daniel Gluckstein, Secretario Nacional do Partido Operário Independente Democrático (POID); Bernard Saas, sindicalista. GRÃ-BRETANHA: Ian Hodson, Presidente do Sindicato Nacional de Padeiros e Trabalhadores da Alimentação, (BAFWU). ÍNDIA: Nambiath Vasudevan/Franklyn D’Souza, secretarios do Comitê de Enlace e de Solidaridade dos sindicatos (TUSC), Mumbai; M. A. Patil, Presidente; SarvaShramikSangh, Presidente; New Trade Union Initiative, Estado de Maharashtra, Mumbai; Milind Ranade, Secretário Geral KachraVahatuk-ShramikSangh (KVSS), Mumbai. PAQUISTÃO: Rubina Jamil, Federação dos Sindicatos do Paquistão (APTUF). RÚSSIA: Mark Vassilev, Historiador e Militante.

Comentários